Padrões macroecológicos de diversidade da avifauna de sub-bosque na Amazônia

dc.contributor.advisorPeres, Carlos Augusto da Silva
dc.contributor.authorBraga, Pilar Louisy Maia
dc.contributor.co-advisorBueno, Anderson Saldanha
dc.date.accessioned2026-02-10T16:44:50Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractThe Amazon, the world's largest tropical rainforest, exhibits great complexity in patterns of species diversity and distribution. Understanding these patterns involves investigating an intricate network of ecological and historical processes, which include species' relationships with past and present environments and requires methodologically complex stages. These range from systematic field sampling, with inventories representative of the local fauna and an ideal sampling effort, to covering an extensive geographical breadth necessary to address large-scale questions. Macroecological studies frequently use species distribution data (range maps) or data compiled from multiple studies. However, each of these approaches has advantages and disadvantages, such as the errors of commission and omission associated with range maps, and the lack of standardised sampling effort between different studies. Therefore, understanding the environmental, spatial, and historical determinants of species diversity requires an integrated approach. In this context, this thesis is structured in three chapters, each focusing on a specific dimension of this problem: methodological, environmental, and historical. In Chapter 1, we propose a minimum sampling effort to representatively sample understorey avifauna, establishing a standardised protocol based on a broad compilation of mist-net capture data. We suggest capturing at least 129 individuals per site (and ideally 179) and using at least 830 net-hours to accumulate this number of individuals. For species-richer areas (>60 species), the minimum sample size should be at least 234 individuals. Our results emphasise the importance of standardising sampling protocols to increase comparability between studies, optimising time, personnel, resource allocation, and logistics in future field studies. In Chapter 2, we assess the methodological and environmental determinants of local species richness and its variation across spatial gradients. Sampling effort plays a fundamental role in representing local diversity, particularly in communities with many uncommon and rare species. Despite pronounced local variation in species richness, we found no evidence of a longitudinal gradient in understorey species richness towards the Andes. Instead, our results reiterate a latitudinal pattern, with species richness significantly higher on the southern margin of the Amazon River. Our findings suggest that the tropical forest understorey represents an environment with a degree of microclimatic stability, which helps maintain the modest variation in species richness across large spatial scales. Finally, in Chapter 3, we investigate how Amazonian rivers, geographical distance, and geological context influence the taxonomic turnover of understorey birds. Geographical distance was the most important predictor of taxonomic replacement. This change was more pronounced in birds with low dispersal capacity than in those considered good dispersers. The major Amazonian rivers (which delineate the areas of endemism) explained a substantial portion of the variation in taxonomic composition, while smaller rivers (within the areas of endemism) also contributed considerably. Furthermore, taxonomic replacement was greater on more recent geological surfaces. Our results highlight that the effect of distance is not merely a function of geographical separation but emerges from the combined effects of historical divergence, driven by riverine barriers, geological history, and species' dispersal capacity.
dc.description.resumoA Amazônia, maior floresta tropical do mundo, apresenta uma grande complexidade de padrões de diversidade e distribuição de espécies. Compreender tais padrões envolve investigar uma intrincada rede de processos ecológicos e históricos, que incluem as relações das espécies com o ambiente atual e passado e demanda etapas metodologicamente complexas, que vão desde amostragens sistemáticas em campo, com inventários representativos da fauna local e um esforço amostral ideal, até a cobertura de uma extensa amplitude geográfica, necessária para responder questões em larga escala. Estudos macroecológicos frequentemente usam dados de distribuição das espécies (range maps) ou dados compilados de múltiplos estudos. Entretanto, cada uma destas abordagens tem vantagens e desvantagens, como os erros de comissão e omissão associados aos mapas de distribuição, e a falta de esforço amostral padronizado entre diferentes estudos. Por isto, compreender os determinantes ambientais, espaciais e históricos da diversidade de espécies requer uma abordagem integrada. Neste contexto, esta tese está estruturada em três capítulos, cada um focando em uma dimensão específica dessa problemática: metodológica, ambiental e histórica. No Capítulo 1 propomos um esforço amostral mínimo para amostrar de forma representativa a avifauna de sub-bosque, estabelecendo um protocolo padronizado com base em uma ampla compilação de dados de capturas com redes de neblina. Sugerimos a captura de ao menos 129 indivíduos por local (e idealmente 179) e a utilização de ao menos 830 horas/ rede para acumular esse número de indivíduos. Para áreas mais ricas em espécies (>60 espécies), o tamanho mínimo da amostra deve ser de pelo menos 234 indivíduos. Nossos resultados enfatizam a importância da padronização dos protocolos de amostragem para aumentar a comparabilidade entre estudos, otimizando o tempo, o pessoal, a alocação de recursos e a logística em futuros estudos de campo. No Capítulo 2, avaliamos os determinantes metodológicos e ambientais da riqueza local de espécies e sua variação ao longo de gradientes espaciais. O esforço de amostragem desempenha um papel fundamental na representação da diversidade local, particularmente em comunidades com muitas espécies incomuns e raras. Apesar da acentuada variação local na riqueza de espécies, não encontramos evidências de um gradiente longitudinal na riqueza de espécies de sub-bosque em direção aos Andes. Em vez disso, nossos resultados reiteram um padrão latitudinal, com riqueza de espécies significativamente maior na margem sul do rio Amazonas. Nossos resultados sugerem que o sub-bosque da floresta tropical representa um ambiente com certa estabilidade microclimática, o que ajuda a manter a modesta variação na riqueza de espécies em grandes escalas espaciais. Por fim, no Capítulo 3 investigamos como os rios amazônicos, a distância geográfica e o contexto geológico influenciam o turnover taxonômico das aves de sub-bosque. A distância geográfica foi o preditor mais importante da substituição taxonômica. Essa mudança foi mais pronunciada em aves com baixa capacidade de dispersão do que aquelas consideradas boas dispersoras. Os grandes rios amazônicos (que delimitam as áreas de endemismo) explicaram uma parcela substancial da variação na composição taxonômica, enquanto rios menores (dentro das áreas de endemismo) também contribuíram consideravelmente. Além disso, a substituição taxonômica foi maior em superfícies geológicas mais recentes. Nossos resultados destacam que o efeito da distância não é meramente uma função da separação geográfica, mas emerge dos efeitos combinados da divergência histórica, impulsionada pelas barreiras fluviais, história geológica e capacidade de dispersão das espécies.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.61818/ted25117
dc.identifier.urihttps://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/41526
dc.language.isopt_BR
dc.publisherInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPApt_BR
dc.publisher.programEcologiapt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectProtocolo de amostragem
dc.subjectAves de sub-bosque
dc.subjectBiogeografia
dc.titlePadrões macroecológicos de diversidade da avifauna de sub-bosque na Amazônia
dc.typeTesept_BR
dspace.entity.typePublication
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